Resenha pinski
PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005, 302p.
Diogo da Silva Roiz*
No século XX houve uma verdadeira revolução sobre o que se entende por documento, permitindo a ampliação e a diversificação da definição de fonte na pesquisa histórica. Peter Burke já havia constatado isso na apresentação da obra A escrita da história: novas perspectivas, em que ressaltava que a historiografia no século
XX (a começar pela francesa) questionou o caráter e a limitação das fontes oficiais, a imputação de uma objetividade que lhe era creditada pelo simples fato de se contatar sua autenticidade, a idéia de grandes homens na história, de uma história vista de cima, do conceito de acontecimento e da idéia de narrativa, típicas da historiografia metódica do século XIX. Para ele, o resultado desses questionamentos foi um significativo aumento no número de possíveis fontes a serem investigadas pelo historiador. De modo que se passou a observar a diversidade de fontes passíveis de serem inquiridas pelo historiador. Houve o reconhecimento da subjetividade inerente à escrita da história, de que existe também a história das
massas, vista de baixo, e se constatou a importância da longa duração e da idéia de estrutura para a história. Por outro lado:
* Mestre em História pela UNESP, Campus de Franca. Coordenador do curso de
História da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Campus de
Amambaí.
Anos 90, Porto Alegre, v. 14, n. 26, p. 227-233, dez. 2007
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Resenha de “Fontes históricas”
Embora as interpretações historiográficas se sucedam no tempo, percebe-se que as mais recentes conservam diversos conteúdos das anteriores, alguns são vitalizados por releituras, outros permanecem cristalizados na produção de grupos resistentes às novas idéias (JANOTTI In: PINSKY,
2005, p. 16).
É o que constata uma das autoras do livro Fontes históricas sobre essa questão, e que foi organizado pela