RESENHA: François Hartog trata a historiografia ou a escrita da história na antiguidade clássica, entenda-se Antiguidade Greco-romana, mas fazendo uma breve referência em quando a historiografia começou como relato, remontando a unificação da mesopotâmia sob o governo de Sargão que governou a partir de Akkad (Acádia) o primeiro a unificar várias cidades-estados em um país e utilizando escribas para relatar sua história, que aqui tratam-se dos feitos, isso acaba fazendo uma pequena discussão sobre a origem da história. De fato o termo história como investigação através do relato e observação é criação de Heródoto de Halicarnasso, tornando-o assim o “pai da historiografia” como Cícero havia dito. Mas vale adicionar mais uma palavra a essa pequena declaração Já que relatos de acontecimentos já eram feitos fora das fronteiras do universo grego, ou seja Heródoto é o pai da historiografia grega. Porém como definir a historiografia através do relato ou distinguir a historiografia de Heródoto dos demais “historiadores” de seu tempo? Por que apesar da historiografia já ser realizada, por exemplo, pelos escribas do governo mesopotâmico da Acádia, ser feita sobre os relatos vistos e observados, pendiam muito para o que Heródoto definiu como mythos. Isso pode ser facilmente entendido se levarmos em consideração o relatos sobre os primeiros anos da vida de Sargão, que recebe influência e ajuda da deusa suméria Inanna, em outro ele é relatado da mesma forma que Moisés e relatado no Pentateuco, salvo em um cesto e colocado a própria sorte num rio e sendo salvo pela corte do governante da época. Ou seja, o que diferencia Heródoto dos demais é a ausência do fabuloso e mítico em seus relatos. Então a justificativa para que Heródoto seja tratado como o “pai da historiografia” seja o fato dele ter sido o pioneiro da investigação através daquilo que possa ser explicado racionalmente, algo que ele nomeia como logos, isso faz com que os gregos