Resenha Fischer
MÍDIA, MÁQUINAS DE IMAGENS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
FISCHER, Rosa Maria Bueno – UFRGS
GT: Didática / n. 04
Agência Finaciadora: Sem Financiamento
O texto de Fischer aborda a relação entre mídia e a temática pedagógica escolar. A autora começa exemplificando três situações cotidianas em meios urbano ou rural, que alteram as práticas cotidianas de trocas de experiências, saberes, formas de se inscrever no convívio social, escrever, pensar, falar e ver o mundo. Retrata jovens de diferentes meios sociais lidando com a frenética veiculação de informações da atualidade. Esse simulacro da vida cotidiana ilustra o conflito de gerações que absorvem de diferentes maneiras as “novas tecnologias” inseridas no mundo moderno.
Para começar a reflexão a cerca do tema, Fischer explica o gosto humano por criar novas ferramentas, novas tecnologias, para dominar uma força da natureza ou limite humano: como o espaço, tempo, ou até mesmo a morte. Hoje as relações de tempos, verdades e subjetividades são diferentes. São estabelecidas novas relações a cerca delas, tangendo a criação de novas tecnologias – colocados como novas por inovarem verdades hegemônicas a despeito de seu tempo. Há uma clara separação na ideia de tecnologias avançadas e o homem, o ser humano. Porém, a autora explica o quão conservadora é essa leitura, por atividades consideradas cotidianas como fala, linguagem ou escrita detém de uma tecnologia muito avançada. Mostrando incoerente a dissociação da arte e tecnologia avançada.
Desta forma, é interessante é observar quanto a mídia é onipresente e intrínseca na atualidade, tornando-se essencial a nossas experiências contemporâneas. Porém, a análise deve ser mais profunda: quem são os sujeitos dessa mídia? Produtores e alvos. Os jovens, 15 a 25 anos, são o foco certo da publicidade. Criados numa cultura do espetáculo, baseada no consumo e em sociedades narcísicas, são normalizados e normatizados pela mídia, que detém o verdadeiro dispositivo