Resenha do livro a corrosao do carater
Resenha do livro de Richard Sennet
Capítulo 2 - Rotina
Esse capítulo fala que a rotina corrói o caráter humano, já que o trabalhador está sempre sujeito a fazer o mesmo trabalho, sem sair da mesmice. No auge do capitalismo industrial, acreditava-se que o trabalho repetitivo tinha seu lado positivo e negativo. Surge, nos anos 20, o fordismo, linha de montagem criada por Henry Ford. Essa linha de montagem pagava aos seus funcionários pelo dia de trabalho, o que acabou exigindo mais qualificação e especialização dos trabalhadores. O pagamento era calculado pelo número de décimos de horas trabalhadas. A rotina deixava o trabalhador completamente ignorante, fazendo com que eles não tivessem nenhum tipo de visão de planos futuros.
Para Diderot, a rotina não é degradante, “a rotina no trabalho poderia ser igual a qualquer outra forma de aprendizado por repetição”. Segundo ele, é algo positivo, já que não há vida sem hábitos. Sem a rotina a vida tornaria-se uma “existência irracional”. Alguns acreditam que esse conceito está deixando de existir, mas na verdade, a rotina sempre irá estar presente na vida do homem, principalmente no setor econômico. Quando surge o livre mercado, há também a divisão do trabalho. A rotina da repetição acontece quando cada trabalhador executa apenas uma função. Adam Smith acreditava que a rotina é autodestrutiva e geradora do tédio. Capítulo 3 – Flexível
O capítulo 3 do livro aborda a flexibilidade. Diz que a flexibilidade é uma característica que algumas pessoas possuem e que é a capacidade e o desafio para mudanças. Hoje, no ambiente de trabalho, deve-se ser flexível para antigir a liberdade.
Para que se compreenda melhor, é necessário entender os três elementos chaves que regem o novo sistema de poder sobre a flexibilidade. São eles a reinvenção descontínua de instituições, a especialização flexível e a concentração sem centralização. A reinvenção descontínua de instituições mostra um presente que se torna