Resenha de O Principe de Maquiavel
O livro em questão foi escrito no ano de 1513, mais só publicado no ano de 1532, quando o autor, Nicolau Maquiavel já havia falecido. O autor viveu entre 1469 e1527, em Florença na região Italiana da Toscana, foi diplomata e viveu em meio ao mundo político de sua época de onde tirou varias lições pessoais sobre governança e as condensou nesse livro intitulado O Príncipe, o qual presenteou à Lorenzo de Médici, Duque de Urbino, com claras intenções de conseguir favores junto ao político a fim de reintegrar-se na vida política. Também podemos perceber que Nicolau via na família Médice uma esperança para a reunificação da Itália que na época estava dividida após ataques de diversos reinos, os quais a estavam oprimindo, como podemos notar na citação,
“ Não se vê, nesse momento, em quem mais ter esperança de que se ponha à frente da sua redenção senão na ilustre família Médici, exaltada pelo poder e pela sorte, favorecida por Deus e pela Igreja, que atualmente governa.” (pag.137)
Com essa esperança de redenção, e com a intenção de instruir o novo soberano Nicolau reuniu toda sua experiência política nessa obra e o presenteou com a intenção de capacitá-lo a se tornar um soberano capaz de unir a Itália outra vez.
No entanto essas lições assim reunidas tornaram-se um clássico da literatura política pois poderiam ser aplicados em vários contextos além dos quais originalmente foram descritos. Costuma-se dizerem seus críticos que a síntese da obra de Maquiavel é: “Os fins justificam os meios”. Mas na verdade ele busca sim apresentar as diversas faces da política de forma clara, sem rodeios, a fim de que se faça a melhor escolha, ou seja, de forma circunstancial ele nos mostra que nem sempre dá pra sermos 100% éticos quando se trata de governança. Essa talvez seja uma das maiores contradições