Resenha de roberto aguiar
Aqueles que detêm o maior poder aquisitivo, mas que não passam de uma pequena parcela da população. Que mandam e desmandam no país. Que sujeitam a grande massa a viver para trabalhar.
Ele citou “Libertar-se é entender-se”.
A liberdade não é só o direito de ir e vir, na realidade deve-se buscar na nova justiça a liberdade como independência. Como forma de não depender de outros para viver e não ser oprimido. Quem é explorado economicamente e socialmente jamais pode ser livre, somente o explorador é livre nestas situações. A busca da liberdade de fato e não da formal. Mudança fundamental é na educação. Esta é alienadora, transforma as crianças em adultos sem discussão, impregnados em um sistema dito pronto e sem mudanças. Uma nova educação baseada na independência de cada um, no desejo e nas possibilidades de cada criança, não tratando todas como algo igual, mas sim com diferenças importantes e que devem ser respeitadas. Por fim, o direito deve ser mudado. Como são os legisladores os criadores do direito, estes nunca legislam contra si mesmos, pois representam a minoria que nunca sai prejudicada. Se a mudança no poder for apenas demagoga de nada adiantará, pois os legisladores continuarão a criar um direito ligado a seus interesses. Entretanto, mesmo dentro deste direito corrompido da minoria o juiz pode tomar decisões que contrariem os legisladores, usando de pressupostos maiores e verdadeiramente justos. Trata-se do direito alternativo. O R. Aguiar mostra pontos de conflito que explicam grande parte das desigualdades hoje existentes.
A questão opressores x oprimidos não é capaz de explicar tudo, e a justiça como ideia filosófica não é algo explicável simplesmente pela dialética. A uma grande diferença entre a Justiça teórica e a justiça prática. Os tribunais usam de uma dita justiça prática para funcionar, esta é apenas formal, os tribunais na verdade utilizam o Direito posto, por isso