Resenha crítica - bicho de 7 cabeças
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS
PSICOLOGIA
PSICOPATOLOGIA ESPECIAL
Reflexão crítica do filme:
Bicho de sete cabeças
GABRIELA F.
ARARAQUARA
Outubro/2014
Resenha crítica do filme: Bicho de sete cabeças
Podemos verificar que o desenrolar da trama se passa com um série de conflitos entre pai e filho. Pai de Neto (ator principal), usuário de maconha, numa tentiva extrema de tirar o filho da droga o interna sem ao menos o filho saber, sem ao menos conversar, expor o que estava acontecendo, mostrando uma tentativa desesperada desse pai frente ao seus anseios, mas sem se importar com os anseios do filho. Montando um paradoxo, podemos observar que a clínica de reabilitação onde Neto se encontra internato, pode ser comparado com os hospitais psiquiátricos que haviam até alguns anos, onde não é levada em consideração o ser humano, a singularidade e o respeito por cada internado. As intervenções são realizadas à força pelos funcionários. Doentes mentais se encontram nessa “clínica”, como um grande depósito de excluidos e marginalizados da sociedade. Quem ali se encontra é anulado, como se não tivessem vozes, não são ouvidos. Há trechos onde é mostrado o interesse pela clínica se manter em funcionamento, mesmo em meio à calamidade que se encontra, interesse pelos superiores, pelos médicos e organizadores, assim como havia interesse dos proprietários de hospitais psiquiátricos; um interesse necessariamente e unicamente financeiro. A adolescencia de Neto, fase de rebeldia, é tratada como distúrbio de personalidade. Choques elétricos são dados, assim como nos antigos hospitais psiquiátricos. A trama também nos levar a pensar no atual conceito de drogas lícitas e ilícitas. A mãe de Neto passa todo o enredo com um cigarro na boca ou nas mãos, demonstrando ser profundamente viciado na droga, Neto aparece fumando maconha duas vezes, demonstrando fumar exponencialmente. Nos faz