resenha capitulo dois apologia a historia
O escritor francês Marc Bloch (1886-1944) escreveu o livro “Apologia da História” ou “O Ofício do Historiador”, dando ênfase a legitimidade desta ciência. Com suas buscas, análises, observações, questões e críticas, ele produziu interessantes e inovadoras propostas teóricas e metodológicas para o entendimento da mesma. Suas convicções: “a obrigação de o historiador difundir e esclarecer”, e “é preciso ter gosto apaixonado pelas origens, pela gênese para se ter alma de historiador”. Marc Bloch nasceu na França no ano de 1886. Era judeu e, durante a Segunda Guerra Mundial, fez parte da Resistência. Foi fuzilado pelos alemães em 1944. tendo participado ativamente da Primeira Guerra Mundial entre 1914 e 1918. Seu último livro Apologia da História ou O Ofício de Historiador escrito em cativeiro e inacabado tornou-se uma leitura obrigatória aos historiadores por condensar as primeiras idéias da Escola dos Annales. O livro é disposto em cinco capítulos, sendo o último inacabado. Em sua essência o livro busca desconstruir a escola historiográfica anterior – os Metódicos, que chamam de positivistas – criando um novo método para os historiadores. Buscando assim a interdisciplinaridade, e um diálogo com as Ciências Sociais, não se atendo apenas aos fatos, mas sim a problematização, aliando a outras áreas do conhecimento para se chegar a um saber racional e cientifico – nota-se aqui que Bloch, assim como historiadores anteriores (metódicos) não renunciou a História quanto ciência.
A História trata em si da trajetória do Homem acima de tudo, e por incrível que pareça, a sua gênese só se deu após o estudo das Ciências da Natureza. Eu irei fazer uma resenha do segundo capitulo, No segundo capítulo: “A observação histórica” o autor nos diz que há a exigência de uma apurada análise dos documentos sobre fatos antigos que existam e persistam, e que testemunhem fatos de determinadas