Resenha Bico, vocação ou profissão?
Educação: Bico, vocação ou profissão?
André Raguette
Em “Educação: bico, vocação ou profissão? André Haguette inicia com um questionamento quanto ao trabalho em Educação: trata-se de um bico, uma vocação ou uma profissão?
Haguette discorre sobre a desvalorização do trabalho na educação dizendo que o governo, sobretudo, os estaduais e os municipais, tratam os professores como “biqueiros” rebaixando com isso a qualidade do ensino fundamental e do ensino médio. Impotentes, os professores como mecanismo de autodefesa, se apega no suposto caráter carismático ou vocacional do seu trabalho, isso não somente no ensino público, mas também no ensino particular ou privado.Diz ainda que não existe um regime de dedicação exclusiva, por ser mal remunerado depende também de outros empregos, sendo pago por hora-aula.
Mesmo com tudo isso, Haguette demonstra um quadro otimista dizendo que a luta pelo profissionalismo na educação não é uma batalha perdida, haja vista que nas universidades e escolas federais ela está em via de ser totalmente ganha.
Mas como caracterizar o “bico” na educação e quais suas consequências para qualidade do sistema? Pergunta Haguette. Formalmente a definição é simples e conhecida por todos, bico é o trabalho exercido em tempo parcial com o objetivo principal a obter uma recompensa monetária, por menor que seja, sendo sua motivação principal, de qualquer forma a gratificação econômica com a expectativa que o trabalho não será pesado e de que haverá formas de compensar o sacrifício e o salário baixo. Nesse quadro quem poderá exigir do professor competência, assiduidade e dedicação? Pergunta Haguette.
Uma das faces perversas do “bico”, é que ele perverte e corrói por dentro o sistema que já não é lá muito saudável visto que permitiu e criou a figura do bico.Desta forma, o trabalhado sente-se desmotivado e dificilmente buscará aperfeiçoamento de suas habilidades e nem terá tempo para isso. Tudo é nivelado por baixo diz Haguette.