RESENHA:AMOR DE PERDIÇÃO
Editora: Martin Claret
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O livro foi publicado simultaneamente ao processo que o autor sofreu pelo seu romance com uma mulher casada, em 1862. O autor retrata uma sociedade preconceituosa, onde o amor se transforma em desespero e morte.
A galera que sempre está aqui pelo blog sabe muito bem que sou eterna defensora dos grandes e belos clássicos. E com Amor de Perdição não foi diferente!
Camilo Castelo Branco foi um escrito essencialmente romântico. Alguns críticos se atraveram a dizer que o autor foi percursor do Realismo. O que é estranho, pois Camilo diversas vezes fez críticas ao Realismo e podemos encontrar este mesmo lamento no próprio prefácio de Amor de Perdição.
Amor de Perdição foi a obra com a qual Camilo conquistou sua fama. Uma novela passional que emocionou a opinião pública da época e não foi à toa, claro! Tem um toque de Romeu e Julieta e um trágico desfecho.
No começo do livro, conhecemos um pouco da história de Domingos Botelho e D. Rita Castelo Branco. Enquanto D. Rita tinha uma árvore genealógica recheada de pessoas do reino, Domingos era feio e não tinha bens suficientes e sinceramente, tivera sorte de encontrar uma esposa como a sua. Tiveram cinco filhos: Manuel, o mais velho, Simão, o penúltimo dos filhos, Maria, Ana e Ritinha. Manuel queixava-se sempre para seu pai, através de cartas, do gênio sanguinário de seu irmão Simão. O menino mais novo andava por Coimbra fazendo algazarra e criando confusão. Simão volta para Viseu com seus exames feitos e conhece sua vizinha Tereza, filha de Tadeu Albuquerque, e apaixonam-se, mas infelizmente suas famílias eram rivais e se odiavam. Neste momento, imaginamos uma história tal qual Romeu e Julieta, como citei anteriormente, mas há um grande fator que a diferencia: Mariana, filha de João da Cruz, homem humilde e sincero de coração, a qual também se apaixona por Simão (que rapaz irresistível, hein?). Baltasar, primo de