Resenha 3
CURSO:
Licenciatura em Artes Visuais
DISCIPLINA:
Percepção e comunicação visual.
PROFESSOR (A):
Marco Antônio Scutti da Costa Brava
ALUNO:
Wellington de Souza Moura
Antropologia da comunicação visual. Cap. 7: O Hibrido Incorporado: Videodrome.
Massimo Canevacci
O capitulo sete trabalha em cima da produção cinematográfica “Videodrome”, a obra de 1982 do diretor canadense David Cronenberg, é um dos melhores exemplos de todo embasamento feito ao longo do livro de Canevacci, pois o contexto em que ela se desenvolve sobre um foco puramente visual com a ideia do sentir e as influencias e artifícios que as mídias exercem e fazem sobre o telespectador para chegar ao seu objetivo final. O filme é um verdadeiro ensaio sobre as mudanças antropológicas determinadas pela ivasividade da mídia, particularmente no espaço visual do desejo, diz o autor.
Canevacci estuda precisamente cada um dos personagens que apresentam alguma importância para o enredo, pois os mesmos seriam representantes tipológicos dos diferentes tipos de mídia. O filme mostra a hipocrisia que ocorre dentro da mídia, onde o dizer e o fazer podem ser influenciados apenas para se conseguir mais alguns pontos de audiência (a pornografia e a violência são exemplos utilizados pela produção). “Videodrome” vai muito além de uma mera obra de ficção cientifica, pois o contexto em que a historia se desenvolve (que é muito inteligente, diga-se de passagem) serve para ironizar e fazer uma crítica à mídia usando a própria mídia.
A obra de Cronenberg é colocada com o sentido de uma Antropologia Viral, o diretor criou o filme partindo do ponto de vista dos vírus, inclusive, a trechos em que Canevacci compara “videodrome” a AIDS, cuja sua única diferença seria somente a sua origem, pois este não seria de origem sexual e sim viral. O poder de suas imagens a inovação de sua sintaxe, a reflexão sobre nossa condição contemporânea, fazem de “Videodrome” um filme que antecipa e obriga a