Religião se aprende na escola
Lara Sayão Lobato de A. Ferraz [1]
RESUMO - Neste texto procuramos desenvolver uma reflexão acerca das concepções de ensino religioso presentes no imaginário da escola, apontando para um dever ser desta disciplina, tendo como fundamentação teórica a filosofia do encontro de Martin Buber.
Palavras-chaves: Ensino Religioso – Filosofia do Encontro – Imaginário - Educação
Introdução
Seria a escola o espaço para um ensino religioso? A educação deve considerar o homem enquanto ser em relação com o transcendente? O que é o ensino religioso escolar? O que ele promove na sociedade? Como é percebido pelos alunos? O que esperam dele a família, a sociedade e a própria escola?
Neste artigo, procuraremos desenvolver uma reflexão acerca destas questões visando colaborar com uma discussão que se impõe como necessária e urgente.
Parece que o ensino religioso é mais uma questão do mundo dos homens, criada e nublada por eles. Mas, como não haveria de ser? Se não há como fugir da condição humana, não há espaço para pensar de modo diferente.
O fato é que há uma verdade, há uma certeza: a felicidade do homem, seu fim último é Deus. Todo educador enquanto pessoa que entende que deve trabalhar e viver a fim de promover seu semelhante à condição de felicidade, deve conduzi-lo a Deus. No entanto parece que custa-nos entender a simplicidade da proposta das religiões. Entendendo religião enquanto relação com o transcendente, esta realidade é compreendida como um convite a pensar a existência humana em sua plenitude. O verbo que se faz carne é a palavra no meio do mundo, é a divindade que eleva a humanidade e a convida a ser plena.
É preciso que todos os homens compreendam e saibam deste seu fim. É preciso que a escola aponte para esta realidade que transcende e que propõe um ser mais. Entender-se convocado para a relação com Deus compromete a vida, transforma o homem e por ele, a sociedade. No entanto, procuramos conformar