RELATO ETNOGRÁFICO - COMUNIDADE QUILOMBOLA SANTIAGO DO IGUAPE
Este relato etnográfico visa descrever e relatar os grupos culturais observados na visita técnica/aula de campo realizada no dia 09 de abril à comunidade quilombola Santiago do Iguape. O mesmo servirá como forma de avaliação pontuada para as disciplinas de LPLB (Língua Portuguesa e
Literatura Brasileira), História e Sociologia.
A aula de campo realizada pelas turmas do 1º ano de Eletrotécnica e
Edificações teve por objetivo observar e resgatar as identidades culturais das comunidades remanescentes de quilombos. A visita foi feita à comunidade quilombola Santiago do Iguape (fundada em 1561, uma das primeiras comunidades quilombolas da Bahia), localizada no município de Cachoeira, no recôncavo baiano.
O trabalho foi feito como uma visita ao local e entrevistas aos moradores. Com ajuda de guias locais e da própria comunidade, obtivemos ótimos conteúdos e um amplo acervo de fatos culturais e histórico-sociais para a construção dos relatos.
2. DESENVOLVIMENTO
O local não tinha traços de quilombos, apesar de ter uma igreja de arquitetura tipicamente lusitana (devido à fundação por padres jesuítas). Mais parecida com uma pequena vila, a comunidade possuía distribuição de energia, coleta de lixo e água tratada, porém, nem todos possuíam saneamento básico
(tratamento de esgoto). Havia uma praça para lazer com árvores, bancos, quiosques e até uma pequena “academia” ao ar livre. Possuía também escola, posto de atendimento médico, comércios, bares, um pequeno posto policial e um “Banco Solidário” (que produz sua própria moeda interna, chamada
“sururu”, que pode ser utilizada em locais que possuem parceria com o BSQI –
Banco Solidário Quilombola do Iguape).
Apesar de termos sido apresentados à comunidade como se ela fosse “o quilombo Santiago do Iguape”, a comunidade é remanescente de quilombo, já reconhecida pela Fundação Cultural Palmares há mais de 10 anos.
A comunidade tem cerca de 2500 habitantes, dentre eles, existe uma grande quantidade de idosos,