Questão social, desigualdade e pobreza segundo robert castel
Robert Castel defende a questão social alegando que a mesma sofre modificação ao longo do tempo, mantendo – se em essência a mesma. Afirma que o desemprego na realidade atual demonstra a necessidade do emprego formal, assalariado, para a sociedade. Em tempos anteriores, esta condição de assalariado não era bem vista, já que significava que o trabalhador nada mais tinha a realizar, a não ser se submeter ao enquadramento da troca descompensada de sua força de trabalho. Esta compreensão histórica da pertinência do trabalho assalariado para a sociedade é fundamental na compreensão do paradigma atual. O trabalho representa o movimento de pertencimento, de integração do trabalhador à sociedade. Os longos períodos de desemprego, a submissão a políticas de renda mínima para recebimento de proteções, trabalhos informais que não são momentâneos, pelo contrário, muitas vezes o trabalhador se mantém, a vida inteira, nestas condições, são demonstrações claras da questão social hoje. Isto demonstra a chamada exclusão social, “invalidação” social. O autor aponta estas configurações como “zonas”, espaços hipotéticos, para conseguir obter uma visão panorâmica da questão social. A palavra “metamorfose” foi escolhida pelo autor como uma “metáfora”, na tentativa de ilustrar o desenrolar da questão social: numa metamorfose as certezas não são permanentes, estáveis. Sequencia que ao mesmo tempo demonstra mudança, transformação, também pode apresentar fragilidades, dúvidas, trilhar de novos caminhos a respeito destas manifestações. Duas dimensões históricas são consideradas no que diz respeito à integração do trabalhador na sociedade: a) dimensão “reformista” – no sentido de “reforma”, que valida um posicionamento de mudança de perfil, de diretrizes sobre a política de salários, novas formas, nova visão, renovação do conceito de trabalho; b) dimensão “revolucionária” – mudança da