R. A escravido esteve inserida no continente africano h muito tempo. Nos confrontos entre grupos distintos, era comum que grupos vitoriosos aumentassem seu esplio tomando s vencidos como escravos. Este aprisionamento tinha como objetivo principal a utilizao da fora de trabalho. No continente africano, ainda era possvel identificar outras razes que levavam a escravido, to enraizadas na cultura local quanto o aprisionamento em conflitos. Podendo citar como exemplos a Punio para o roubo, adultrio ou bruxaria a Penhora por dvida, rapto, troca ou at mesmo compra. Apesar do enraizamento da escravido na cultura, ela nunca deixou de conotar desonra e exlio, especialmente tendo-se em vista uma sociedade profundamente estruturada em laos de parentesco. Nos sculos VII e VIII com a ocupao rabe ao norte do continente e especialmente no Egito, a escravido domstica em pequena escala foi intensificada. O trfico toma propores comerciais com o surgimento das cfilas, caravanas que atravessavam o deserto levando produtos de cobre, tecidos, sal, armas e especialmente escravos. Os infiis que no aceitavam a f islmica alm de produto de troca serviam tambm como carregadores do produtos comercializados. Depois de comercializados estes escravos passam a exercer vrias atividades tais como artesos, agricultores, domesticas, mas como soldados que os cativos passam a ser indispensveis ao processo de expanso e o domnio de novos territrios. No sc. XV com a chegada dos europeus costa africana, toda uma rede de abastecimento de cativos j se encontrava estabelecida. Todas as grandes naes europias tomaram parte deste lucrativo empreendimento comercial que fez da frica o principal fornecedor de mo de obra da poca, o comrcio intercontinental de escravos.