Quando não é quase a mesma coisa
Aluna: Thaís Pessoa Ramos
RESENHA CRÍTICA
ZOIA, Prestes. Quando não é quase a mesma coisa: traduções de Lev Semionovitch Vigotski no Brasil. 1. ed. Campinas, SP, Autores Associados, 2012. 255 p.
CREDENCIAIS DA AUTORA
RESUMO DA OBRA Resultado da tese de doutorado da autora, o livro é constituído em seis capítulos, sendo o último uma conclusão da obra. Trata a respeito do trabalho do estudioso Lev Semionovitch Vigotski, para que possamos melhor compreender a vida e obra deste. No capítulo inicial – Os dias e o século – É apresentada uma visão da época em que viveu o pensador, pois, para que se entenda sua obra, é necessária a compreensão do momento histórico em que esteve imerso. Vigotski presenciou fortes mudanças históricas e sociais na Rússia, encontrando-se um país com a miséria e fome, após a Revolução Russa, com os ideiais marxistas da liderança da classe trabalhadora. Instaurado o poder dos sovietes, a sociedade vê-se em um momento de mudanças e desafios políticos, econômicos, culturais e sociais, priorizando a educação para todo e qualquer cidadão, buscando um novo sistema educacional para um país atrasado em relação europeus. O objetivo era a formação de um novo homem, que deveria corresponder com os princípios da revolução proletária, refletindo os interesses das massas trabalhadoras e da nova sociedade instaurada. Com isso, os pesquisadores e especialistas passaram a trabalhar de acordo com esses objetivos apresentados. Pouco tempo após a revolução,foram decretadas algumas mudanças, como o fim da propriedade privada sobre a terra, dos títulos de nobreza e foi instituída a denominação comum “cidadãos da republica Russa”; também foi decretada a liberdade de crença, a separação da Igreja do Estado e da escola da Igreja, assim como foi declarada a igualdade entre homens e mulheres. Houveram também mudanças no que se refere às crianças, antes com pouco mal assistidas. Foi ampliada a rede