Psicologia de consumo - Vídeos virais (Havaianas)
Analisando os vídeos utilizados como referência, percebe-se uma clara estratégia de segmentação da marca visando atingir o publico jovem e assíduo no ambiente web, onde, se utilizando de um roteiro polêmico e que afronta grande parte do público consumidor das mídias convencionais (no caso, mídia televisiva), a marca visa, de maneira arriscada, relacionar-se com o seu potencial novo público que tem na web o meio de maior consumo de mídia atual através da viralização premeditada de um conteúdo politicamente incorreto.
Todo o planejamento da campanha foi focado no comportamento do consumidor atual de atrair-se pelo “errado”. Comportamento esse cada vez mais explícito se verificados os exemplos de grandes sucessos recentes de vilões de novela
(Carminha, sendo o maior exemplo disso), séries com protagonistas claramente antiheróis (Dexter, Breaking Bad, House MD) que constroem sua fama através da dissipação de seus epis ódios na web, em especial por causa desse público que a campanha visa atingir.
Observando o padrão de consumo deste consumidor, a Havainas arriscou num primeiro vídeo, já planejando um pedido de desculpas “aos ofendidos”, algo que, além de garantir a simpatia do seu consumidor antigo (que não pode ser completamente ignorado na sua estratégia), consegue aguçar a curiosidade do seu consumidor pretendido, que, habituado com o ambiente virtual, segue sem problemas ao site e visualiza o vídeo percussor dessa polêmica fabricada pela marca.
Toda a estratégia traçada, leva em consideração o ciclo de decisão de compra do consumidor moderno, compreendendo claramente a lógica do consumo nos dias atuais, onde, cada vez mais, o posicionamento da marca como destaque num ambiente virtual mostra-se relevante para esse consumidor. Ao estimular o consumidor a acessar o site da marca, a Havainas consegue inseri-lo num ambiente propício a poder convertê-lo num consumidor fidelizado.