Aos olhos de uma pessoa comum, todo político é corrupto. A grande maioria da população enxerga a política como um problema alheio. Desta forma, acredita num primeiro momento que a pessoa que se candidata a um cargo público está mais interessada na própria ascensão social do que trabalhar para a melhoria de um todo. Essa visão quase que enigmática da política não é por acaso, pois temos motivos suficientes para pensarmos dessa maneira. Os processos de dominação se modernizam, ganham novos atores políticos, mas a estrutura desigual permanece, pois se torna inerente o que na verdade todos desejam: o poder. A economia brasileira em si está relacionada com o comportamento do governo, pois a economia está em uma boa trajetória com o setor público, atraindo investimentos estrangeiros, principalmente com os Estados Unidos que é tradicionalmente o maior investidor estrangeiro no Brasil. A sociedade brasileira possui dificuldades que são motivos de orgulho e não contestação. A criatividade da população para sobreviver e driblar os desafios da subvida acaba sendo acionada toda vez que é preciso tirar vantagem de uma situação. É certo o compromisso de todos os cidadãos perante as leis. Ser correto em todas as ações é mais do que obrigação da sociedade, ou seja, é estar em paz com a própria consciência. Porém se há uma brecha, se há possibilidade de conseguir um “extra” em determinada situação, o cidadão não pensa duas vezes, pois ele tem a certeza em seu pensamento de que todos em seu lugar fariam a mesma coisa. Portanto política, economia e sociedade estão ligadas entre si. Se o imaginário de uma população acredita que todos os políticos são eleitos para tirar proveito próprio, então não resta alternativa a não ser aprimorar o voto, votar com mais consciência, e tornar zero o índice de troca de voto por necessidades