Priva o Sensorial e Vis o Restaurada Isabel L lis
Apresentação prévia: até que ponto nós aprendemos a perceber ? se os olhos de um ser humano fossem cobertos por uma venda ou sofressem de catarata durante os primeiros anos de vias, será que teríamos percepções normais quando tais restrições fossem removidas ? se usássemos óculos que distorcessem ou invertessem o mundo, será que poderíamos nos adptar? Até que ponto nossas suposições e crenças modelam nossas interpretações e, por conseguinte, nossas percepções?
Ao escrever para John Locke, William Molyneux questionou se “ um homem que nasceu cego, e tornou-se adulto aprendendo a distinguir um cubo de uma espera através do tato” poderia, se voltasse a ver, distinguir visualmente os dois. A resposta de Locke foi negativa, porque o homem nunca aprenderá a ver a diferença.
Desde então o caso hipotético de Molyneux tem sido testado em dezenas de adultos que, embora cegos de nascença, recuperaram a visão ( Gregory, 1978; Von Senden, 1932). A maioria nasceu com cataratas, cm cristalinos embaçados que lhes permitiam ver apenas luz difusa, parecido como que você e eu poderíamos ver através de uma bola de pingue-pongue cortada ao meio. Quando suas cataratas foram removidas, os pacientes puderam distinguir a figura do fundo e perceber cores-sugerindo que esses aspecto de percepção são inatos. Mas como Locke previu, os pacientes anteriormente cegos quase sempre não conseguiam reconhecer, pela a visão, os objetos conhecidos pelo o toque , talvez, nesses casos, a cirurgia não tivesse restaurado completamente o equipamento visual dos paciente. Buscando obter um maior controle do que o fornecido pelos os casos clínicos , os pesquisadores conduziram, o experimento imaginário de Molyneux com os gatos e macacos recém-nascidos. Em um experimento, eles equiparam os animais com óculos para natação que lhes permitiam ver apenas luz difusa e não padronizada (Wiesel, 1982). Já crescidos, quando seus óculos foram