Praça da estação
Quem passa pela Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, não tem ideia da importância e da representatividade do espaço que tem origem ligada à construção da capital de Minas, no fim do século 19. Nos seus primeiros anos, ela era a porta de entrada para o material e equipamentos destinados às obras da nova cidade e para quem chegava. Foi lá também que começou a funcionar o primeiro relógio público de BH, instalado em 1898, na torre do prédio da estação férrea. Sem falar que sempre foi palco de grandes eventos como comício de políticos, shows e manifestações culturais.
“A Praça da Estação era o ponto nevrálgico da cidade. Quando BH começou a ser construída, a primeira coisa implementada foi o ramal férreo, pois por meio dele chegavam os suprimentos e mercadorias para abastecer quem ia trabalhar. A praça já teve essa representatividade antes mesmo de ser edificada. Além do mais, por lá passou todo mundo que vinha para a nova cidade (operários, políticos e mesmo quem vinha para se estabelecer)”, destaca a historiadora Michele Arroyo, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais.
O antigo prédio da Estação de Minas foi uma das primeiras edificações da capital e o movimento ali era bastante intenso. Os jardins em estilo inglês, cheio de árvores e canteiros de flores, se mantiveram até a década de 1920. Nessa época, BH recebia a visita ilustre do rei Alberto da Bélgica, que foi ovacionado por uma multidão espalhada pela Praça da Estação. O soberano chegou na companhia do presidente da República, Epitácio Pessoa, em vagões fabricados especialmente para a ocasião. O espaço mudou de nome e deixou de se chamar Praça Cristiano Otoni para ganhar o nome que até hoje permanece: Praça Rui Barbosa, em homenagem ao jurista baiano, que havia falecido. “Na década de 1920, ela passa por uma grande reforma, quando foram introduzidas as calçadas portuguesas, o antigo edifício é demolido e é