Ppa: programa de preparação para o amanhã
Nos últimos tempos, um número crescente de organizações vem se preocupando com o processo de aposentadoria dos seus empregados. Compreendendo as expectativas e ansiedades pelas quais passa o indivíduo no período de pré-aposentadoria, essas organizações vêm desenvolvendo Programas de Preparo para Aposentadoria (PPA). Elas entenderam que, além de auxiliarem no cumprimento de suas responsabilidades sociais, tais programas são excelentes ferramentas gerenciais. Ao assumirem essa responsabilidade, fazem um duplo investimento. O primeiro, sobre os empregados que estão se aposentando, que sentem-se valorizados e mantém um bom desempenho. O segundo, sobre os demais empregados, que observam o cuidado e o respeito que a organização tem pelas pessoas, constatação esta que vem a fortalecer as relações de trabalho.
Para o empregado, o programa é uma oportunidade de obter informações adequadas sobre a aposentadoria; identificar alternativas de atividades pós-aposentadoria; conhecer os recursos que a comunidade dispõe (como associações, programas específicos etc.); e discutir, com pessoas que estão vivenciando um momento semelhante (seus medos, ansiedades, sonhos e aspirações).
A experiência na PETROBRAS/RN
Como pudemos observar, o modelo que tem norteado a maioria dos Programas de Preparação para Aposentadoria parte do pressuposto de que o aposentando é um idoso, e preocupa-se basicamente em reintroduzi-lo no mercado de trabalho. No Brasil, este último aspecto encontra um terreno fértil, dadas as más condições econômicas da maioria dos aposentados.
Nos últimos quatro a cinco anos, houve uma corrida em direção à aposentadoria, talvez em função das vantagens oferecidas pelas empresas ou pelo receio de uma mudança na legislação previdenciária. O fato é que as aposentadorias estão ocorrendo mais precocemente.
Durante o nosso estágio curricular na PETROBRAS/RN, no período de março a novembro de 1996, fomos designados para conduzir