Porque as pessoas fazem tatuagem
Dentre os comportamentos e hábitos que surgem na contemporaneidade vemos serem introduzidos constantemente novos hábitos de culto ao corpo. Para abordar o tema daremos enfoque na tatuagem. Com a perda do estigma do passado a tatuagem ganhou status de fashion e conquistou um público de diferentes estilos e contextos sociais. Atualmente já não há mais limite na quantidade e nem no tamanho das tatuagens.
Recentemente a tatuagem ocular surgiu levantando fortes questionamentos por ser um procedimento irreversível e que envolve riscos, já que não é controlável. Já existe um consenso médico que o procedimento pode causar até mesmo a cegueira. O culto do corpo e a procura incessante da originalidade seriam possíveis razões que levam as pessoas a arriscar a visão para mudar a cor dos olhos.
O uso de tatuagens é considerado uma prática milenar. Existem provas que afirmam a existências da tatuagem no Egito antigo, na Mongólia de 400 a.C., nas civilizações pré-colombianas do início da era Cristã e até nos autos da Inquisição, pela qual foi banida em 787. Mas seu principal nicho foram as ilhas da Polinésia, no sul do Oceano Pacífico, onde tribos como a dos “maori” usavam ossos pontiagudos para tatuar o corpo inteiro, inclusive o rosto. Para os maori, desenhar a pele era um ritual de transformação do menino em guerreiro, ou da menina em esposa. Os marinheiros que exploraram a região, no século 18 ficaram tão encantados que aderiram ao costume e, aos poucos, foram transportando a tatuagem para os portos europeus.
No Brasil, a história é parecida. Urucum e jenipapo forneciam as tintas introduzidas na pele dos índios, muito antes da chegada dos portugueses. Mas a tatuagem só se disseminou no século 19, com a abertura dos portos e a mistura de marinheiros estrangeiros com a população das cidades litorâneas. O fascínio dos desenhos trazidos por esses marinheiros seduziu as prostitutas, seus fregueses