Pneumoconioses
São patologias resultantes da deposição de partículas sólidas no parênquima pulmonar, levando a um quadro de fibrose, ou seja, ao endurecimento intersticial do tecido pulmonar. As Pneumoconioses mais importantes são aquelas causadas pela poeira de sílica, configurando a doença conhecida como Silicose, e aquelas causadas pelo asbesto, configurando a Asbestose.
Silicose
É a principal pneumoconiose no Brasil, causada por inalação de poeira de sílica livre cristalina (quartzo). Caracteriza-se por um processo de fibrose, com formação de nódulos isolados nos estágios iniciais e nódulos conglomerados e disfunção respiratória nos estágios avançados. Atinge trabalhadores inseridos em diversos ramos produtivos: na indústria extrativa (mineração subterrânea e de superfície); no beneficiamento de minerais (corte de pedras, britagem, moagem, lapidação); em fundições; em cerâmicas, em olarias; no jateamento de areia; cavadores de poços; polimentos e limpezas de pedras etc.
Os sintomas, normalmente, aparecem após períodos longos de exposição, cerca de 10 a 20 anos. É uma doença irreversível, de evolução lenta e progressiva. Sua sintomatologia inicial é discreta - tosse e escarros. Nesta fase não se observa alteração radiográfica. Com o agravamento do quadro, surgem sintomas como a dispnéia de esforço e astenia. Em fases mais avançadas, pode surgir insuficiência respiratória, com dispnéia aos mínimos esforços e até em repouso. O quadro pode evoluir para o corpulmonale crônico.
A forma aguda, conhecida como Silicose Aguda, é uma doença extremamente rara, estando associada, à exposição a altas concentração de poeira de sílica.
O diagnóstico está fundamentado na história clínico-ocupacional, na investigação do local de trabalho, no exame físico e pelas alterações encontradas nas radiografias de tórax. Estas deverão ser realizadas de acordo com técnica preconizada pela Organização Internacional do Tralhador (OIT).