Planejamento Estratégico e suas amplitudes
O planejamento é um processo que precede a ação e, como tal, é indispensável para a gestão das atividades organizacionais. Segundo Santos (2006), planejar consiste na determinação do que se deve fazer, quais objetivos a serem atingidos, quais controles serão adotados e que tipo de gerenciamento será pertinente para alcançar resultados satisfatórios.
Para ser estratégico, o planejamento deverá enfatizar o aspecto de longo prazo dos objetivos e a análise global (MATIAS-PEREIRA, 2010, p. 115). Segundo Pfeiffer (2000), o planejamento estratégico possui os propósitos de concentrar e direcionar as forças existentes dentro de uma organização, de forma que todos os seus membros trabalhem com foco na mesma direção; bem como de analisar o ambiente externo da organização, para que esta seja capaz de reagir adequadamente aos desafios existentes e, assim, conduzir o processo de desenvolvimento para não ser conduzida por fatores externos e não controláveis.
Na esfera pública, segundo De Toni (2014), o planejamento estratégico consiste num processo político coletivo, coordenado pelo Estado que, através do aumento da capacidade de governo, realiza um projeto estratégico de sociedade e, sendo assim, deveria ser um roteiro de intervenção, um sinalizador do futuro e um menu para a ação dos governantes, indissociável dos sistemas de gestão que lhes deveriam criar viabilidade organizacional, gerencial e institucional.
A utilização do Planejamento Estratégico vai além da racionalização orçamentária, sendo importante também para assegurar a continuidade das organizações, alterar condições indesejáveis para a coletividade e assegurar a viabilização de objetivos e metas e, por este caráter, sua aplicabilidade excede o âmbito empresarial podendo ser de grande êxito no campo familiar (casamento, educação dos filhos, compra de bens, etc.) e comunitário (projetos na área ambiental, cultural e social demandados por uma determinada comunidade).
Sendo