Pesquisa Experimental
A pesquisa experimental consiste em determinar o objeto, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-la e definir as formas de controle e observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
Quando os fatores de estudo são entidades físicas, por exemplo, líquido, bactérias ou ratos, não se tem resultados limitados diante a possibilidade de experimentação. Contudo, quando tratamos de experimentos sociais, por exemplo, pessoas, grupos ou instituições, as limitações são evidentes. As considerações éticas e humanas impedem que a experimentação se faça eficientemente nas ciências humanas, razão pelo qual os procedimentos experimentais se mostram adequados, porém a um reduzido número de situações. Todavia, os experimentos mais frequentes são nas ciências humanas como Psicologia, Psicologia Social e Sociologia do Trabalho.
As pesquisas experimentais não precisam ser realizadas necessariamente em laboratórios, pois, seguindo as seguintes propriedades, podem ser desenvolvidas em qualquer lugar:
Manipulação: é preciso manipular pelo menos uma das características dos elementos estudados;
Controle: é necessário introduzir um ou mais controles na situação experimental;
Distribuição aleatória: a designação dos elementos para participar dos grupos experimentais e de controle deve ser feita aleatoriamente
Podem-se caracterizar pesquisas como pré-experimentais, as que os estudos envolvem um único caso, sem controle, ou que aplicam pré-testes e pós-testes a um único grupo, apresentando muitas fraquezas.
O experimento representa o melhor exemplo de pesquisa científica, pois constituem o mais importante procedimento disponível aos cientistas para testar hipóteses que estabelecem relações de causa e efeito entre as variáveis, oferecendo garantia maior do que qualquer outro delineamento.