Períodos do cinema no Brasil
A chanchada nasce no dia 14 de setembro de 1941, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, junto com a Companhia Cinematográfica Atlântida, responsável pela gestação deste projeto artístico, uma fórmula de entretenimento criada com doses de inocente astúcia, marchinhas carnavalescas pontuando histórias cômicas, ares romanescos e muita confusão.
Este gênero, de natureza popular, torna-se sinônimo de cultura brasileira entre 1930 e 1960. A Atlântida encontra neste filão um verdadeiro tesouro, e logo vê o público nacional se multiplicar. Sua ideia de aliar musicais que exploram enredos vinculados à atmosfera carnavalesca a um humor que beira o ridículo, leva esta modalidade artística ao auge do sucesso. O italiano Ricardo Freda contribui muito para o êxito da empreitada.
As chanchadas cultivavam o estereótipo de um estilo menor, mas mesmo assim as salas de cinemas estavam semprerepletas de fãs ávidos por novas aventuras cômicas. Filmes como Carnaval no Fogo, de 1950, apresentavam lutas e um corre-corre bem-humorado; Nem Sansão, nem Dalila era uma imitação divertida do clássico Sansão e Dalila.
Nas telas de então desfilavam a inesquecível dupla Oscarito e Grande Otelo; o intérprete José Lewgoy, revelador como a figura do vilão em produções como Matar ou Correr, uma versão parodiada do faroeste Matar ou Morrer; e o público vibrava com o par amoroso Eliana e Anselmo Duarte. Além deles, brilhavam também artistas do quilate de Cyll Farney, Zezé Macedo, Sônia Mamede, Ilka Soares e Zé Trindade.
Os produtos da chanchada procuravam sempre reproduzir de forma divertida o estilo norte-americano, mas somavam a esta paródia o jeito de ser do brasileiro, seus trejeitos brejeiros, as piadas cariocas e o discurso maroto. Produzia-se, desta forma, um gênero tipicamente brasileiro, que atraía boa parte do público nacional. Aos poucos, com a abertura da censura, passou-se a elaborar filmes mais sensuais, as pornochanchadas, as quais eram