Pequeno alfred
No texto anterior, quando dei uma pincelada sobre as artimanhas do Watson, não pude deixar de citar o chamado reflexo condicionado. Este termo foi cunhado por Pavlov, que se formou em medicina, mas não para se tornar médico, simplesmente para prosseguir em pesquisas fisiológicas.
Pavlov chegou à conclusão da existência do reflexo condicionado (reflexo aprendido) quando estudava os reflexos inatos em seus sujeitos experimentais, ou seja, os sujeitos que utilizava para fazer suas pesquisas, que no caso, eram os cães.
Por reflexos inatos entendemos os comportamentos característicos das espécies, ou seja, comportamentos naturalmente selecionados pela história filogenética de cada espécie, que precisa de uma alteração no ambiente para fazer com que o sujeito exiba um determinado tipo de comportamento (resposta). Por exemplo, a contração e dilatação da pupila (resposta) diante de diferentes intensidades luminosas (alteração no ambiente), a aceleração do batimento cardíaco (resposta) diante de uma situação inesperada, de medo ou susto (alteração no ambiente), o aparecimento do suor (resposta) num dia de sol escaldante (alteração no ambiente), o comportamento de chorar (resposta) quando se está cortando uma cebola (alteração no ambiente) e até mesmo o salivar (resposta) diante do sabor de uma comida apetitosa (alteração no ambiente).
E foi através do estudo específico deste último reflexo em seus cães que Pavlov chegou ao conceito de reflexo condicionado. Como?
“Ele estudava especificamente o reflexo salivar (alimento na boca -> salivação). Em uma fístula (um pequeno corte) próxima às glândulas salivares de um cão, Pavlov introduziu uma pequena mangueira, o que permitia medir a quantidade de saliva produzida pelo cão em função da quantidade e da