pedagogia
O conceito de brincar é infinitamente flexível, oferecendo escolhas e permitindo liberdade de interpretação. Alguns consideram que o brincar é uma questão ligada ao desenvolvimento, e não à educação; outros que brincar é coisa de crianças pequenas; ou que divertir-se é o elemento – chave para definir o que é brincar.
Conforme as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais, as atividades com jogos podem ser um importante recurso pedagógico, pois representam uma forma interessante de propor problemas aos alunos, pelo seu modo atrativo e pelo favorecimento da criatividade na elaboração de estratégia do jogo. O jogo é um simulador de situações – problema que exige dos alunos o planejamento de ações (antecipação/previsão) a fim de vencê-lo.
Ainda nos Parâmetros Curriculares Nacionais encontramos o argumento de que os jogos podem contribuir para a formação de atitudes – construção de uma atitude positiva diante dos erros -, para a socialização (decisões tomadas em grupo), para o enfrentamento de desafios, desenvolvimento da crítica, da intuição, da criação de estratégias e dos processos psicológicos básicos.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. 27, v.01):
O principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que assumem enquanto brincam. Ao adotar outros papéis na brincadeira, as crianças agem frente à realidade de maneira não-literal, transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumido, utilizando-se de objetos substitutos.
A intervenção docente representa um fator determinante na transformação do jogo espontâneo em pedagógico. O professor é o mediador da ação dos alunos na atividade de jogo, objetivando a compreensão e sistematização dos conceitos.
Nas situações de intervenção é