pedagogia
Juan Miguel Batalloso Navas Instituto Paulo Freire/Espanha
O que possui conhecimentos não ama a sabedoria e aquele que ama a sabedoria não possui conhecimentos. Por isso o sábio não exibe sua grandeza.
Lao Tsé (570-490) Tao-Tê-King. LXXXI
“ ...Ensinar não é transferir conhecimentos, e sim criar as possibilidades para sua própria produção e construção(...)Como professor em um curso de formação docente, não posso esgotar minha prática discutindo sobre a teoria da não extensão do conhecimento. Não posso só pronunciar belas frases sobre as razões ontológicas, epistemológicas e políticas da teoria. Meu discurso sobre a teoria deve ser o exemplo concreto, prático da teoria. Sua encarnação. Ao falar de construção do conhecimento, criticando sua extensão, já devo estar envolvido nela e, nela, a construção deve estar envolvendo os alunos.
Paulo Freire (1921-1997) Pedagogia da Autonomia.
A que nos referimos quando falamos de “didática”? A um princípio ou norma geral que assinala como devem se desenvolver os processos de ensino-aprendizagem? A uma técnica específica para a aprendizagem de um determinado procedimento? A uma receita para acelerar o, em geral, indigesto processo de aquisição de conhecimentos escolares? Talvez a uma norma consuetudinária, produto da tradição e da rotineira repetição de condutas que, em muito pouco, respondem as mais importantes teorias de aprendizagem?
Na linguagem comum, referir-se ao termo “didática”, ou aplicar o adjetivo de “didático” a um objeto, uma atividade, a uma conversa, ou a um acontecimento, significa atribuir-lhe a propiedade de que é de facil apreensão e compreensão ou que o objeto e sua apresentação gozam de uma série de caracterísitcas mediante as quais se torna possível alcançar com facilidade sua compreensão e seu conhecimento.
Dito em outras palavras, isso significa aceitar a possibilidade de que é necessário e factível separar o objeto de conhecimento, o