PATRIMÔNIO HISTÓRICO E MODERNIDADE: CONSTRUÇÃO DO CONCEITO A PARTIR DA NOÇÃO DE REVITALIZAÇÃO DE SÍTIOS, MONUMENTOS E CENTROS URBANOS
“Durante muito tempo a comunidade científica e a ingerência das esferas públicas têm sido cegas em acreditar que a preservação depende única e exclusivamente dos avanços laboratoriais, das ciências exatas - como a química, a física ou a biologia - e dos equipamentos sofisticados. Nada é possível sem a consciência do sentido da preservação; sem a educação; sem o debate amplo e sincero sobre nossos limites e possibilidades e, principalmente, sem o envolvimento da sociedade como um todo. A preservação, a exposição, a pesquisa ou o restauro de bens culturais não devem ser feito apenas para o deleite, o exercício criativo e investigativo ou a afirmação do ego de cientistas e homens cultos. Via de regra, é a sociedade civil que paga este trabalho e ela deveria ser a primeira a se beneficiar com a preservação de seus bens. Assim, é fundamental compreender que o sentido da preservação perpassa questões profundas, subordinadas aos conceitos de valor, poder político e econômico. No entanto, a ordem primeira que orienta os debates institucionais é o princípio ético sob o qual estão sedimentadas a origem, as bases e as intenções ou os fins a que se propõem essas instituições: são os regimentos internos, as cartas de intenções, os códigos éticos que conformam os princípios balizadores que norteiam as ações preservacionistas.” (FRONER, PG.1)
“O conceito moderno de Conservação e Restauro provém da reunião de 1930 acima citada, quando intelectuais, cientistas e agentes governamentais compreendem o perigo das intervenções inadequadas e da necessidade de critérios mais rígidos, dado o montante de restaurações nos anos após a I Guerra. Por sua vez, finda a Segunda Guerra Mundial, a Organização das Nações Unidas foi criada como um instrumento organizacional para a busca da paz; dentro da ONU, a UNESCO – United Nations Educational,