Papéis
PROFESSOR: LUCIANO ALESSANDRO DUQUE
MATÉRIA: PLANEJAMENTO GRÁFICO
ACADÊMICAS: ISADORA S. T. DESCHAMPS
NILVA KOCK
PAPÉIS
Blumenau, 28 de outubro de 2013.
1. Origem do Papel
Nos primórdios de sua história, o ser humano registrava suas atividades gravando símbolos, desenhos e palavras em pedras ou em metais. Isso fez com que, ao contrário da tradição oral, a comunicação gráfica dos registros não se extinguisse com o tempo. O papel também vem sendo utilizado para contar a história da humanidade. Tem como origem mais remota o papiro – planta nativa dos pântanos egípcios, que provavelmente começou a ser utilizado para gravações três milênios antes de Cristo. Tal como é conhecido hoje, o papel remonta à China do século II. Sua invenção foi anunciada ao Imperador Ho Ti pelo oficial da corte Cai Lun (Ts’ai Lun), no ano 150. Desde então, o invento influencia a vida de bilhões de pessoas desde aquela época. Por mais de 600 anos, os chineses mantiveram sigilo sobre o primeiro sistema de fabricação de papel, que usava fibras de árvores e trapos de tecidos cozidos e esmagados. A massa resultante era espalhada sobre uma peneira com moldura de bambu e um pano esticado e submetido ao sol para um processo natural de secagem. O segredo foi desvendado no ano 751, quando o exército árabe atacou a cidade de Samarcanda, dominado pelo império chinês naquela época. Técnicos de uma fábrica de papel foram presos e levados para Bagdá, onde se começou a fabricar papel, também sem se revelar a técnica. Até que, no século XI, a novidade foi introduzida pelos árabes na Espanha e espalhou-se pelo Ocidente. Salto importante foi dado por Johannes Gutenberg, em 1440, ao inventar a imprensa e tornar os livros acessíveis ao grande público, o que demandou quantidades maiores de papel. Durante boa parte de sua história, o papel foi fabricado à mão. Em meados do século XVII, os