Paciente terminal
INTRODUÇÃO
Este artigo focaliza o paciente terminal, em especial aquele com câncer e os cuidados da enfermagem. O tema tem sido discutido em fóruns, seminários e oficinas da área da saúde visando proporcionar a tais pacientes uma assistência digna da sua condição humana. A enfermagem que está muito próxima ao paciente no dia-a-dia deve entender e lidar com os sintomas e emoções do doente. Segundo o Cremesp (Conselho de Medicina do Estado de São Paulo, 2005), há vários estudos em países desenvolvidos sobre as necessidades requeridas pelos pacientes nesta situação. Concluem que o ambiente hospitalar pouco responde às necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais desses pacientes. E, evidenciam que o papel de toda equipe multidisciplinar, da qual a enfermagem faz parte, é o de prestar toda a assistência ao doente em fase terminal, minimizando-lhe o sofrimento. Considerando essa questão humanitária, a solidariedade e a compaixão devem estar presentes, portanto, a prática com esses pacientes deve ter como foco uma filosofia de espiritualidade. Preparar profissionais para dar atenção às pessoas que estão nesse estado e não à doença que elas carregam é um caminho de espiritualidade e reconhecimento da dignidade do ser, enquanto vivo (Sapeta, 2005).
De modo geral, pacientes em fase terminal, mesmo os tratados em instituições de oncologia, desconhecem o seu prognóstico, não são informados sobre suas situações,
¹ Enfermeira pela Universidade Campos de Andrade - UNIANDRADE.
² Docente do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Campos de Andrade - UNIANDRADE. Especialista em Centro Cirúrgico e MBA em Gestão de Saúde. Enfermeiro do Hospital Erasto Gaertner.
não entendem o que está ocorrendo, pois ainda há poucos profissionais especializados em atender esses doentes. Devido à referida deficiência para trabalhar em tal situação, a prevalência de dor na fase terminal é alta. Segundo