Otite Média
A Otorrinolaringologia é uma especialidade médica muito abrangente, fazendo parte a clínica médica e clínica cirúrgica. Dentro dos casos que chegam até o consultório, o quadro de otite média é muito frequente. Não raro, devido as deficiências brasileiras em diagnóstico precoce, os casos de otite média aguda acabam por se tornarem crônicos e dentre esses nas suas mais diversas formas. A intenção, portanto, deste trabalho em discutir a respeito da otite média crônica é devido a prevalência dessa patologia na vida clínica cotidiana.
2 INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem por objetivo descrever a Otite Média Não-colesteatomatosa, com enfoque principal na Otite Média Crônica (OMC). A Otite Média Não-colesteatomatosa possui diferentes apresentações dentro da clínica, dependentes de sua causa-base e fatores associados. A incidência da Otite Média, em todas as suas formas e excluindo-se a Otite Média Colesteatomatosa é de cerca de 30 milhões de casos aproximadamente só nos Estados Unidos anualmente, contemplando um quarto de todas as prescrições de antibióticos orais. Acomete pacientes de todas as idades, porém com prevalência maior na primeira infância, sendo a segunda causa mais comum de procura por atendimento médico ambulatorial para pacientes de ambos os sexos com até 15 anos de idade nos Estados Unidos. O sexo masculino é apontado como fator de risco. Ainda pode-se descrever dois picos de incidência, o primeiro é entre 6 e 11 meses de idade; com um segundo pico entre 4 e 5 anos de idade.
É observada muito prevalentemente em crianças institucionalizadas, devido ao acompanhando da Otite Média (OM) à sazonalidade das infecções de vias aéreas superiores (IVAS); ambos as patologias estão relacionadas. Estima-se que aproximadamente 60% das crianças com IVAS irão evoluir para um quadro de OM.
Questões como condições sócio-econômicas também estão relacionadas, seja pela tendência a formação, pelos mais