Os trabalhadores se revoltam: o grande massacre de gatos na rua saint-séverin
Robert Darton nos traz um episódio da história francesa denominada de “O Grande Massacre De Gatos”. Esta história passa-se no século XVIII mais precisamente na rua Saint-Séverin, Paris, na gráfica de Jacques Vincent onde dois aprendizes estagiavam.
Estes aprendizes levavam uma vida muito dura na gráfica, pois, dormiam em um quarto sujo e gelado, levantavam antes do amanhecer, trabalhavam o dia inteiro e recebiam apenas sobras da refeição do patrão para alimentarem-se, sobras estas impossíveis de ser ingeridas por estarem em péssimo estado de conservação, não sendo tragada nem pelos gatos que se encontravam pela rua. Aliás, gatos estes que perturbavam a vida dos aprendizes da fábrica não os deixando dormir sequer uma noite inteira de sono.
Os gatos neste período eram adorados pelos burgueses e estavam proliferando-se rapidamente infestando o distrito e perturbando os aprendizes da fábrica, pois ficavam uivando a noite toda no telhado do quarto deles. Até que um dos aprendizes resolveu dar o mesmo tratamento ao patrão, subiu no telhado da casa, perto da janela do burguês e começou a uivar como um gato, fez isso por várias noites até que os patrões, muito supersticiosos, acreditando que estavam sendo enfeitiçados deram ordem aos aprendizes para livrarem-se dos gatos exceto a gata de estimação da patroa chamada “La grise”.
Os aprendizes junto com os funcionários da gráfica saíram a caçar os gatos, não pouparam nem mesmo “La grise”, lhe quebraram a espinha com uma cacetada, e depois levaram os gatos semimortos dentro de sacos até o pátio da gráfica e lá encenaram um julgamento e enforcaram os gatos enquanto explodiam em gargalhadas.
Os gatos faziam parte do folclore Francês, eles sugeriam feitiçaria, as feiticeiras se transformavam em gatos para enfeitiçar sua vítima e a única forma de