Os desafios do serviço social perante a construção de uma pedagogia emancipatória.
O redimensionamento da função pedagógica dos assistentes sociais na perspectiva emancipatória das classes subalternas, que se delineiam desde os anos 80, nos marcos da ofensiva do projeto neoliberal, e se intensificam nos anos 90, com a expansão hegemônica desse projeto, embora em crise em todo mundo.
Uma tendência circunscreve os compromissos profissionais com as lutas das classes subalternas no âmbito da defesa dos direitos civis, sociais e políticos, da democracia e justiça social, portanto, nos limites das conquistas que consubstanciaram a experiência do chamado Estado de Bem-Estar.
Outra tendência estabelece o compromisso profissional com as lutas das classes subalternas no sentido da superação da ordem burguesa e construção de uma nova sociedade – a socialista – a qual supõe a ultrapassagem das lutas no campo dos direitos, nos limites da chamada democracia burguesa.
O primeiro e fundamental desafio que se coloca para os assistentes sociais – para avançar numa perspectiva emancipatória – refere-se à contribuição profissional para o fortalecimento e o avanço de processos e lutas que favoreçam a ultrapassagem das conquistas das classes subalternas dos limites históricos do Estado de Bem-Estar, no sentido da construção de uma nova sociabilidade – a socialista.
Deste modo, a tendência predominante da função pedagógica do assistente social, limitada aos compromissos profissionais no horizonte das conquistas que consubstanciaram o chamado Estado de Bem-Estar, reflete o movimento mais amplo de lutas das classes subalternas na atualidade, sendo ao mesmo tempo, elemento constitutivo desse movimento.
No contexto brasileiro, as transformações no mundo do trabalho,