Os desafios da vida contemporânea no ensino de Língua Portuguesa
Sabemos que precisamos acompanhar as mudanças do mundo para poder continuar atuando nele como protagonistas e não como meros coadjuvantes. Então, a escola precisa sim inserir em suas práticas uma trabalho inteligente e consciente no uso das tecnologias atuais. E, entender, no uso das linguagens, as múltiplas variedades que seu público atual traz para a escola com seus mais variados sentidos. Perceber que é a partir deles que ela deve trabalhar, pois num mundo global as multissemioses e multimodalidades1 são um processo natural. Agora, pensemos um pouco sobre essa colocação de Rubem Alves2: Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. (...) Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. A partir dessa colocação pensemos: de que vale uma escola que não se adapta às necessidades atuais, ou seja, não dá condições de “encorajar esse voo” aos alunos? Como eles vão se interessar por um formato de ensino que não corresponde às