Ocupação do território brasileiro
1. Os sistemas de classificação
Em 1735, o botânico sueco Karl von Linné (Lineu) publicou um trabalho intitulado Systema Naturae, no qual propôs a classificação dos seres vivos em grupos (táxons) de maior ou menos abrangência; tais grupos se distribuem em uma hierarquia. Nesse sistema de classificação, o táxon mais abrangente é o de reino; que, por sua vez, compreende táxons sucessivamente menores até o nível de espécie, a unidade de classificação por excelência.
O critério básico da classificação de Lineu era a semelhança anatômica entre os organismos; as espécies eram consideradas tipos padrões imutáveis, conceito este chamado de fixismo. Até então, não se aventada à hipótese de que teria ocorrido um processo de evolução biológica. Lamarck, Darwin e outros pensadores ao publicarem suas teorias sobre a evolução dos seres vivos, contribuíram para a gradativa mudança no pensamento biológico a partir do século XIX. A ideia da evolução, que parte do pressuposto de que as espécies estão em constante modificação, é a base para os sistemas de classificação atuais, que também procuram mostrar as origens evolutivas dos grupos estudados. Em vez de tipos imutáveis, caracterizados apenas pela estrutura anatômica, as espécies hoje são classificadas com base na fisiologia, embriologia, bioquímica, genética, ecologia, entre outros critérios, que podem ajudar a desvendar os parentescos evolutivos com mais exatidão. Atualmente, as categorias taxonômicas propostas por Lineu ainda são adotadas, embora tenham sido acrescentadas mais duas: filo e família.
2. Conceito biológico de espécie
Agrupamento de populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes, produzindo descendentes férteis e produtivamente isolados de outros grupos de organismo, ou seja, são indivíduos semelhantes que se intercruzam na natureza gerando descendentes férteis.
Uma espécie pode dar origem a outras e esse conjunto é agrupado em um mesmo gênero. Gêneros