Negligência Afetiva
CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS
DEPARTAMENTO DE DIREITO
DISCIPLINA: DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
NEGLIGÊNCIA EMOCIONAL
Acadêmico: Rafael Mota Reis
Sumário
INTRODUÇÃO
03
O DESCASO FAMILIAR
04
AS ESTATÍSTICAS
06
CONCLUSÃO
07
BIBLIOGRAFIA.......................................................................................
08
NEGLIGÊNCIA EMOCIONAL
Artigo Analítico
1. Introdução.
Em todo o mundo há a discussão sobre os reais efeitos de uma adoção – quando tardia – no desenvolvimento de uma criança, inclusive a respeito de seu desempenho nos estudos escolares; e se poderia haver efeitos nocivos à sua saúde mental.
Muitos estudos comparam as alterações psicológicas sofridas por um adotado e um interno em orfanato. Esses estudos são feitos dessa maneira porque consideram que a maioria dessas crianças adotadas têm origem em uma instituição de abrigo, e, assim, têm vivências que marcam sua personalidade. E, também, há os estudos que comparam estas crianças às que sofrem descaso familiar, pouco afeto materno e paterno, onde os pais podem até estar presentes fisicamente, mas não correspondem com o fator emocional ao crescimento saudável da criança.
Este artigo busca fazer uma pequena síntese sobre esses paralelos e seus possíveis efeitos no desenvolvimento psicológico infantil.
2. O Descaso Familiar.
O pediatra Lauro Monteiro Filho, representante da Abrapia – Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância e à Adolescência –, classifica descaso familiar como a situação em que o responsável (seja o genitor ou não) não provê de maneira satisfatória as necessidades da criança em desenvolvimento. “Se uma criança é deixada só, em casa, ela fica em situação de risco, podendo ingerir medicamentos, água sanitária, tomar choques elétricos, queimar-se no fogão, cortar-se ou até cair de uma janela”.
Em primeiro