Mudanças
O forçamento radiativo do dióxido de carbono aumentou em 20% de 1995 a 2005, a maior mudança em uma década nos últimos 200 anos.
As contribuições antrópicas para os aerossóis juntas produzem um efeito de esfriamento, com um forçamento radiativo direto total de -0,5 Wm-2 e um forçamento indireto do albedo das nuvens de -0,7 Wm-2.
Os aerossóis também influenciam o tempo de vida das nuvens e a precipitação.
Onze dos últimos doze anos (1995 a 2006) estão entre os 12 anos mais quentes.
A tendência linear de aquecimento ao longo dos últimos 50 anos é quase o dobro da dos últimos 100 anos.
Observações mostram que a temperatura média do oceano global aumentou e que o oceano tem absorvido mais de 80% do calor acrescentado ao sistema climático. Esse aquecimento faz com que a água do mar se expanda, o que contribui para a elevação do nível do mar.
As geleiras montanhosas e a cobertura de neve diminuíram, em média, nos dois hemisférios.
É muito provável que as perdas dos mantos de gelo da Groenlândia e da Antártica tenham contribuído para a elevação do nível do mar ao longo do período de 1993 a 2003.
A média global do nível do mar subiu a uma taxa média de 1,8 mm por ano no período de 1961 a 2003.
As temperaturas árticas médias aumentaram a quase o dobro da taxa global média dos últimos 100 anos.
Em geral, as temperaturas no topo da camada de gelo no subsolo (permafrost) aumentaram desde a década de 80 no Ártico (em até 3ºC). A área máxima coberta por solo congelado sazonalmente diminuiu em cerca de 7% no Hemisfério Norte desde 1900, com uma redução na primavera de até