Mudanças e permanências na acumulação de capital em Cuba a partir da década de 1970: Inserção, Classes e Estado em questão. Caso de Estudo.
José Antonio Zuany Teixeira
Universidade Federal Fluminense
Objetivo: Este trabalho tem como objetivo apresentar a formação econômica de Cuba de 1970 até o presente e como a Inserção, as Classes e o Estado são fundamentais para entender o estudo de caso.
Objeto de estudo: Economia cubana através da ótica da acumulação de capital.
Palavras-chave: Cuba, economia, medicina, açúcar, URSS
1. A década de 1970 até a promulgação da constituição cubana de 1976
a) O panorama da economia cubana após o fracasso da década de 1960
A economia cubana passou por um período turbulento durante a década de 1960. O país sofreu um embargo econômico dos EUA, que perdura até hoje, e resistência dos demais países capitalistas para o comércio. Ainda a mão-de-obra cubana não era qualificada para trabalhos mais complexos para a indústria. Em 1969, Fidel Castro anunciou uma campanha para a produção de 10 milhões de toneladas de açúcar. Contudo, no ano seguinte a meta não foi atingida por 15%, produzindo-se apenas 8,5 milhões de toneladas naquele ano [1]
No inicio da década de 1970 a economia cubana já havia sido nacionalizada. O Presidente do Partido Comunista Cubano, Fidel Castro, havia declarado o caráter socialista da revolução cubana, porém o Estado Cubano veio a ser oficialmente declarado Socialista apenas com a promulgação da constituição de 1976.
“During this period (1964–1970) the nationalization of the Cuban economy was completed. All industry, commerce, and finance and 70 percent of agricultural land were controlled by the state”. (Prevost, Gary. 2007. P. 25)
b) A primeira metade da década de 1970
A década de 1970 se inicia com a economia de Cuba fragilizada. Em 1972, o país entrou para a CAMECON (Conselho para Assistência Econômica Mútua), viabilizando a sua integração economica com os países comunistas do Leste Europeu. Sem alternativas, o