Momentos marcante do urbanismo
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
DEPARTAMENTO DE URBANISMO
O URBANISMO NA ERA MODERNA
Andressa Lisbôa Saraiva
Barbara Bottini Milan
Emanoela Gehlen Bregolin
Luciana Constantinópolos Baroni
Junho de 2014
1. A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E A CIDADE
Nenhuma sociedade anterior tinha sido capaz de transpor o teto que uma estrutura pré-industrial, uma tecnologia e uma ciência deficientes e consequentemente o colapso, a fome e a morte periódicas impunham à produção.
Eric Hobsbawm
O século XVIII foi período de transformações profundas na parte ocidental do globo, cujas consequências se desenrolaram através do século XIX e ainda estão presentes na sociedade atual. O florescer do Iluminismo trouxe um novo modo de pensar – a razão se sobrepondo à tradição –, incentivou o desenvolvimento técnico e científico e colocou em voga a liberdade individual, que foi fator decisivo para o desenvolvimento industrial. A burguesia tomou a frente, e suas revoluções mudaram o panorama das relações de classe e domínio. Assim sendo, estava consolidado o embasamento ideológico da nova era capitalista.
A Inglaterra foi a pioneira na revolução industrial, trazendo mudanças que afetam a organização das cidades e o território. O aumento populacional ocasionado pela baixa da mortalidade, o aumento da oferta de bens e serviços, a migração de camponeses que se tornam assalariados para pertos das indústrias, o desenvolvimento dos meios de comunicação, e, principalmente, a velocidade com que tudo isso aconteceu foram os responsáveis pela nova situação urbana.
A filosofia política dominante na época, o liberalismo, era defendida pelos economistas até com relação ao setor urbanístico. Adam Smith aconselhava o governo a vender terras para saldar suas dívidas, o que beneficiaria as classes dominantes. Deste modo, a liberdade de iniciativa privada se fez valer também sobre o campo imobiliário, e as classes dominantes