Mofo Branco
Mofo-branco
O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotiniasclerotiorum, é uma das doenças mais destrutivas do feijoeiro. Apesar de ser mais comum nas áreas irrigadas, pode também ser observado na safra da "seca", em lavouras não irrigadas, se as temperaturas amenas que ocorrem nessa safra, na região sul de Minas Gerais, forem aliadas às precipitações (chuvas) moderadas e contínuas. Na safra das "águas" é também comum, nessa região, ocorrerem quedas nas temperaturas, que podem favorecer o desenvolvimento do patógeno. Nessas condições, se o crescimento vegetativo das plantas for muito vigoroso, chegando a impedir o arejamento e a penetração de luz na cultura, a doença pode se tornar mais severa.
Um outro agravante em relação ao mofo-branco é o grande número de plantas hospedeiras que o fungo possui, tais como soja, algodão, alface, repolho, tomate rasteiro, ervilha, picão, carrapicho, mentrasto, caruru e vassoura, entre outras, o que dificulta sobremaneira a sua erradicação em áreas contaminadas.
Sintomas
A doença inicia-se em reboleiras na lavoura, por ocasião do florescimento, especialmente nos locais onde há maior crescimento vegetativo e acamamento das plantas. Os sintomas são visíveis nas folhas, hastes e vagens, começando com a formação de manchas encharcadas, seguida por crescimento micelial branco e cotonoso, que é característico do mofo-branco. Com o progresso da doença, as folhas murcham. Dentro e fora dos tecidos infectados são formadas partículas duras e negras, de formato irregular, facilmente visível a olho nu, que são os escleródios do fungo. Os tecidos doentes tornam-se secos, leves e quebradiços, e as sementes infectadas ficam sem brilho, enrugadas e mais leves.
Epidemiologia
As condições favoráveis ao desenvolvimento da doença são a alta umidade aliada às temperaturas moderadas (15-25oC). O fungo sobrevive no solo, por alguns anos, na forma de escleródios. O inoculo primário do patógeno