meu trabalho
Nicolau acredita que, se o trabalho realmente dignifica o homem, ele já poderia ir parando, por já ter acumulado dignidade suficiente para esbanjar pelo resto da vida. Mas como a dignidade não compra o pão, ele continua trabalhando, com a esperança de algum dia salvar sua dívida com o BNH...
Me empenhei e acreditei profundamente nas possibilidades prodigiosas daquele fluxo inconformista e transformador que louvava o amor, a paz, aliberdade e a fantasia.
Foi essa preocupação que me levou a sondar o Renascimento, a revolução cultural que fundou nosso mundo moderno.
A história da cultura renascentista nos ilusta com clareza todo o processo de construção cultural do homem moderno e da sociedade contemporânea.
O Renascimento assinala o florencimento de um longo processo anterior de produção, circulação e acumulação de recursos econômicos, desencadeando desde a Biaxa Idade Média.
O Renascimento portanto, é a emanação da riqueza e da abundância, e seus maiores compromissos seram para com ela.
Tudo o que os renascentistas pretendiam era assumir a condição humana até seus limites, até as ultimas consequencias.
O Renascimento constituiu por isso, uma das mais fascinantes aventuras intelectuais da humanidade, ele guarda uma semelhança mais do que notável com a emporesa das grandes navegações.
E muitos deles, como Colombo, acabam na solidão, no sofrimento e na miséria, desprezados pelos que se abeberavam de suas conquistas.
Condições históricas gerais
No período entre os séculos XI e XIV, caracterizado entre a Baixa Idade Média, o Ocidente europeu assistiu a um processo de resurgimento do comércio e das cidades.
Surgiram assim as grandes cidades (burgos), tornadas centro de produção artesanal e entrepostos comerciais.
Por volta do século XIV,