Metatica II Habermas
7599 palavras
31 páginas
Ética II Jürgen Habemas.
A “Ética do Discurso” será usado o livro “Consciência Moral e Agir Comunicativo” um filósofo de moral deontológico. No capítulo primeiro descreve o papel da filosofia e no quarto apresenta a “Ética do discurso”. O que proporá será um critério de dever, um critério universal de dever que deve se sobrepor a uma concepção de bem.
É uma retomada da filosofia prática kantiana, da mesma forma que John Rawls, no procedimento da “Posição Original”, por exemplo, era extremamente próximo ao procedimento kantiano do Imperativo Categórico.
Habemas também proporá dois princípios: O princípio U que é o princípio da universalização e o princípio D que é o princípio do discurso.
Habemas proporá princípios que são universais e que deverão orientar os juízos morais:
1) Devemos ter uma característica da universalidade ou uni-versabilidade.
2) Como segunda característica o cognitivismo, onde existe um critério absoluto para dizer qual juízo moral pode ser considerado correto ou não e
3) por fim uma terceira característica o formalismo. O princípio U pretende ser uma forma, uma ideia de dever, de direito que deve se sobrepor as concepções de bem dos indivíduos.
Esta forma geral, esta forma de discurso, é deontológica. Dizer que uma ética, uma filosofia moral é deontológica é dizer que ela está preocupada em estabelecer uma prioridade do dever sobre o bem. O critério moral que vai ser utilizado para julgar se algo é correto ou não, não o bem particular, o que as pessoas consideram como bem, mas aquilo que é o justo ou dever. Temos uma sobreposição do justo, do dever, do correto sobre o bem.
Quando pensamos isoladamente o que fazer, pensamos em seguida o que o bem. Mas esse bem é particular, relativo a cada pessoa. Essa concepção de bem funcionava perfeitamente até o medievo onde havia uma unidade universal de bem, aquilo que era interpretado como natural, o que que era vontade de Deus, o que é racional. Já na modernidade e na contemporaneidade