mais valia
Marx indicou que o salário destinado a um trabalhador poderia ser pago com as riquezas que ele produz. Contudo, o operário, produz mais do que ele irá ser ressarcido, através do salário. Essa riqueza a mais que o operário produz, é chamada de Mais-Valia. Marx exemplifica dois tipos de ‘mais-valia’. Mais-valia absoluta: O operário produz um valor X ao longo de dez dias de trabalho, este valor já era capaz de pagar o ordenado mensal do trabalhador, mas, segundo o contrato de trabalho o operário seria obrigado a cumprir os demais vinte dias restantes para receber o seu salário de forma integral. Dessa forma, o dono da empresa pagaria os valores equivalentes há dez dias trabalhados e receberia gratuitamente a riqueza produzida nos vinte dias restantes. Desse modo, o ordenado pago representa um pequeno percentual do resultado final do trabalho (mercadoria ou produto), então a disparidade configura concretamente a chamada mais-valia, dando origem a uma lucratividade maior para o capitalista.
Paralelo a esse tipo de exploração, ocorria a “mais-valia relativa”, instalada pelo processo de modernização tecnológico do ambiente fabril. Nesse caso, o trabalhador adequava o exercício de suas funções ao uso de um novo maquinário capaz de produzir mais riquezas em um período de tempo cada vez menor.
O trabalhador recebia o mesmo salário para desempenhar uma função análoga ou, em alguns casos, ainda mais simples. Graças à nova máquina ou técnica de produção utilizada, o dono da empresa necessitava de um número de dias ainda menor para cobrir o custo com o salário do trabalhador. Assim, ficava sendo necessários, por exemplo, apenas cinco dias trabalhados para que ele pudesse pagar pelo mesmo salário mensal que devia ao seu