Luto e melancolia
LUTO E MELANCOLIA
Resenha apresentada na área de Ciências Biológicas e da Saúde no curso de Psicologia, atendendo às exigências da disciplina de Teorias da Personalidade, sob orientação da profº Roberto Mac Fadden- 2012
LUTO E MELANCOLIA
Segundo Freud, a correlação entre a melancolia e o luto parece ser justificada pelo quadro geral dessas duas condições: O luto de modo geral é a reação à perda de um ente querido, a perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um ente querido, como os pais, a liberdade ou ideal de alguém. Sendo que em algumas pessoas, as mesmas influências produzem melancolia em vez de luto.
Os traços mentais distintivos da melancolia são um desânimo profundamente penoso, a cessação de interesse pelo mundo externo, a perda da capacidade de amar, a inibição de toda e qualquer atividade, e uma diminuição da autoestima, auto recriminação e auto envelhecimento, que acaba culminando em uma expectativa delirante de punição.
A perturbação da autoestima está ausente no luto, porem as características são as mesmas. O luto profundo, a reação a perda de alguém que se ama, encerra o mesmo estado de espirito penoso, com a mesma perda de interesse pelo mundo externo, perda de capacidade de adotar um novo objeto de amor, e o mesmo afastamento de toda e qualquer atividade que não esteja ligada a pensamentos sobre ele.
O trabalho de luto se realiza, de forma que todo libido é retirado das ligações com o objeto amado, a realidade mostra que esse objeto não existe mais. Porém as pessoas nunca abandonam de boa vontade uma posição libidinal, nem mesmo na realidade quando encontra um substituto. Cada uma das lembranças e expectativas isoladas através das quais a libido está vinculada ao objeto é evocada e hipercatexizada, e o desligamento de sua libido é realizado em relação a cada uma delas, mas quando o trabalho de luto se conclui, o ego fica outra vez livre e desinibido.
Na melancolia também pode constituir reação