Luta por reconhecimento
A teoria Hegeliana sobre a luta por reconhecimento tem como propósito esclarecer os processos de mudança social. O principio está no reconhecimento recíproco mútuo, pois um indivíduo só podem se relacionar quando se reconhecem como indivíduos. A teoria de Mead e de Hegel distinguem três formas de reconhecimento recíproco como modos separados de reconhecimento: a dedicação emotiva (relações amorosas ou de amizades), reconhecimento jurídico, e o assentimento solidário. Para Hegel esses padrões de reciprocidade ganham conceitos especiais, pois para ele a autonomia de cada indivíduo aumenta de acordo com a etapa de respeito recíproco. Os dois autores, Mead e Hegel buscam formas de reconhecimento nas esferas de reprodução social.
O texto começa a tentativa de explicação da teoria, reconstruído a definição de amor. Para eles o amor vai muito além do que um relacionamento sexual entre o homem e a mulher, mas também está ligado ao relacionamento afetivo entre pais e filhos nas famílias. Para Hegel o amor é a primeira etapa do reconhecimento recíproco, pois os seres se reconhecem como seres carentes onde então um ser é dependente do outro afetivamente. Para a confirmação dessa indicação o texto fala sobre várias teorias do reconhecimento do bebê, e amor que sente por sua mãe, viu-se que a criança passa por vários processos: dependência absoluta, pela fase de colo, pela dependência relativa... viu-se com isso que o bebê quando passa pela fase de destruição da mãe vivencia o fato de que depende da relação amorosa de uma pessoa, e a mãe aprende a independência da criança. Se esse passo fosse bem sucedido a mãe e a criança estabeleciam uma relação de dependência de amor recíproca. Eles destacam também a relação da criança com objetos, dito que essa só pode ser realizada quando a criança tem uma capacidade de estar só, criando assim sua vida social e tendo autoconfiança que também só se realiza com a dedicação da pessoa amada (mãe).