Lugar nenhum
Lugar nenhum é o que propõe a exposição, realizada no Instituto Moreira Salles, começo por definir o que seria esse Lugar Nenhum, as pistas que esse nome poderia dar sobre o quê de fato a exposição trata. Essa é uma definição de um sentimento que é muito constante, dentro do universo do homem contemporâneo. Esse nome indica resquícios de um lugar, algo comparado a uma ruína, de algo que se construiu e se abandonou, como se olhássemos para o passado de certa forma, mas sem se esquecer o presente contemporâneo.
A história da pintura e da fotografia são indissociáveis, na verdade um acaba por influenciar o outro, as trocas vão se tornando cada vez mais complexas e a exposição foca justamente nesse aspecto, de como a fotografia pode figurar bem a ao lado de uma pintura, uma ressaltando a outra. Os conceitos presentes na exposição são esse esvaziamento, o abandono, a ruína, a artificialidade, o anonimato, etc.
A primeira sala que visitei, demonstra justamente essa proposta onde são aproximados foto e pintura de uma forma muito bem engendrada, eu percebi nessa exposição que foto e pintura podem dispor da mesma linguagem e juízo de valor, seja por manipulações físicas,como as das fotos de Rubens Mano ou por manipulações, como em outras salas.
As situações e os lugares são muito semelhantes entre si, seja pelos aspectos já citados ou pela abordagem em que o tema se dá. Nessa sala há pinturas de Marina Rheingantz ( duas pinturas a óleo), uma pintura de Ana Prata (óleo) e fotos de Rubens Mano.
Todas as pinturas retratam esse lugar que um dia já foi habitado, mas que hoje parece selvagem, inóspito, indócil. A palheta de cores de Marina Rheingantz de um verde meio apagado com traves de futebol, esquecidas ao tempo, desgastadas sem a presença humana - o quadro Pelada Caipira- A outra pintura um trailller solitário, numa paisagem não domesticada,o resquício de presença humana, mas nada convidativo. As fotos de Rubens Mano essas duas que me chamaram a