Linguagem Literária
Embora um médico faça suas prescrições em determinado idioma, as palavras utilizadas por ele não podem ser consideradas literárias porque se tratam: 1. de um vocabulário especializado e 2. de um contexto de uso específico. Agora, quando analisamos a literatura, vemos que o escritor dispensa um cuidado diferente com a linguagem escrita, e que os leitores dispensam uma atenção diferenciada ao que foi produzido.
Outra diferença importante é com relação ao tratamento do conteúdo: ao passo que, nos textos não literários (jornalisticos, científicos, históricos, etc.) as palavras servem para veicular uma série de informações, o texto literário funciona de maneira a chamar a atenção para a própria língua (FARACO & MOURA, 1999) no sentido de explorar vários aspectos como a sonoridade, a estrutura sintática e o sentido das palavras.
Veja abaixo alguns exemplos de expressões na linguagem não literária ou "corriqueira" e um exemplo de uso da mesma expressão, porém, de acordo com alguns escritores.
Língua literária é o nome dado ao registro de uma determinada linguagem utilizado na escrita literária. Pode incluir também a escrita litúrgica. A diferença entre as formas literária e não-literária (linguagem coloquial) é mais acentuada em alguns idiomas que em outros; quando existe uma divergência muito grande, diz-se que o idioma apresenta diglossia.
O latim clássico era o registro literário do latim, contraposto ao latim vulgar falado por todo o Império Romano. O latim levado pelos soldados romanos à Gália, Ibéria e Dácia não era idêntico ao latim das obras de Cícero e outros autores clássicos, com grandes diferenças no vocabulário, sintaxe e gramática.1 Algumas obras literárias que mostram o registro mais baixo do idioma durante o período do latim clássico