Luciana Diniz Borges, bacharel, licenciada e mestre em Química pela UnB (área de Química Inorgânica - Laboratório de Catálise), é doutoranda em Química na UnB e técnica de nível superior no IQ-UnB. Brasília. Patrícia Fernandes Lootens Machado, bacharel em Química pela UFC, mestre e doutora em Engenharia pela UFRGS, é docente da Divisão de Ensino de Química no IQ-UnB. Brasília, DF – BR. A limpeza de roupas é uma atividade doméstica muito antiga e, ao longo dos anos, essa prática vem sendo facilitada e aperfeiçoada com o uso de máquinas de lavar, branqueadores, tira-manchas, detergentes cada vez mais eficientes etc. Entretanto, a forma tradicional de se lavar os tecidos com água e sabão nem sempre consegue atingir um alto grau de limpeza, dada a natureza das sujidades. Esse fato, somado a outros fatores como a deformação e o desbotamento dos tecidos, gerou a necessidade de se desenvolver novos métodos de limpeza como a lavagem a seco. Lavar a seco significa lavar por meio de fluido ou sol- vente não aquoso, isto é, trata-se de um processo que limpa sem utilizar a água. Dessa forma, apesar de o nome ser lavagem a seco, o processo deixa o que está sendo lavado molhado, mas usando um solvente orgânico no lugar da água, o qual poderá ser facilmente evaporado ao final do processo. Hoje, esse tipo de lavagem pode ser considerado a forma mais eficiente para se lavar uma grande variedade de tecidos naturais e sintéticos. Para peças de vestuário, a lavagem sem água pode significar um aumento da vida útil dos tecidos: sua não deformação (dilatação e contração das fibras), como o encolhimento, e a manutenção das cores das roupas devido à menor dissolução dos corantes nos solventes utilizados. Além disso, um processo completo de lavagem a seco pode restaurar a aparência de roupa nova. Em 1849, Jolly Belin, começou a usar um novo método para limpeza de roupas desgastadas. Ele descobriu que um combustível comumente utilizado em lamparinas, o canfeno, era um solvente eficaz para